quarta-feira, 2 de outubro de 2024

01 on releituras de poemas de horror


 

só mesmo carência, inércia e feiúra. que estranho. eram o quinhão da terra. “vede ou os olhos fechai”, a natureza dizia, irritada. "em seguida, a primeira coisa a evitar é desperdiçar nosso esforço ou em objetos inúteis ou de maneira inútil: quero dizer, imaginar ambições irrealizáveis ou reparar um pouco tarde, uma vez satisfeitos nossos desejos, que nos esforçamos sem proveito. em outras palavras, evitemos de um lado os esforços estéreis e sem resultado, e de outro lado os resultados desproporcionados ao esforço." “nada viceja; só mesmo o fogo do juízo final purga este lugar, livrando os meus seres”. se algum talo de cardo despontasse dentre os companheiros, era cortado; o mato tinha ciúmes. qual a causa dos furos e rasgões nas folhas toscas, sovadas, que jamais verdejariam? o andar de alguma besta as esmagou. "devemos tomar caminhadas ao ar livre para que a mente possa ser alimentada e atualizada sob ar livre e a respiração profunda." quanto à relva, era rala como pêlo de leproso; talos finos rompiam a lama, cuja liga era como sangue. um velho cavalo, cego e raquítico, sempre empacava quando ali passava. o garanhão do diabo era mais dócil! "nada se torna tão ofensivo tão rapidamente como o sofrimento. quando fresco, encontra alguém para consolá-lo, mas quando se torna crônico, é ridicularizado e com razão." vivo? a mim mais parecia estar morto, pêlo macilento, pescoço caído, olhos fechados sob a crina turva; algo tão grotesco e infame era raro. jamais vi besta assim tão detestável; devia ser cruel p’ra merecer a dor.

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