quarta-feira, 2 de outubro de 2024

00 on releituras de poemas de horror


 

logo vi, cada palavra era mentira; o velho aleijado, de olhar maldoso, ávido, queria em mim constatar o efeito da mentira; mal podia disfarçar o riso, ao canto da boca, diante de mais uma de suas vítimas. "deixe sua filosofia lidar com suas próprias falhas ao invés de ser uma maneira de reclamar dos erros dos outros." que mais faria ele, com o cajado? além de desviar, com suas mentiras, viajantes que o encontram no caminho, e pedem informação? riso mórbido, com muleta escreve meu epitáfio, por passatempo, na estrada empoeirada. "porque o amor ao agito não é diligência é apenas a inquietação de uma mente assombrada." talvez, seguindo o seu conselho, eu tome a trilha sinistra que, todos sabem, leva à torre sombria. e, de bom grado, segui a direção que ele apontou; mais do que orgulho ou esperança busquei: importante era saber que havia o fim... "a natureza quer que eu faça duas coisas: agir e dedicar-me à reflexão. tanto uma quanto outra realizo, pois não pode haver contemplação sem alguma forma de ação." pois, nas minhas andanças mundo afora, na busca de longos anos, a esperança virou fantasma incapaz de lidar com a alegria e o alarde do sucesso... já não censurava a fonte que havia no coração, alegando fracasso. "é tarde para poupar só quando resta o fundo da garrafa."

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