aqui o terreno abria-se em feridas, em tons claros e
escuros; logo ali, surgiam calombos na terra, furúnculos; mais além, um
carvalho agonizante, no tronco uma fenda, uma boca torta, arreganhada,
desafiando a morte. "a cada dia que surge, receba-o como o melhor de todos
os dias e torne-o sua própria posse. devemos aproveitar o que vai embora."
e eu continuava tão longe do fim! não na distância, mas na noite; não mais
queria dar um passo sequer! súbito, uma grande ave negra, amigo de apoliôn,
alçou vôo perto de mim; talvez fosse o guia que eu precisava... "se queres
teus segredos guardados, guarda-os tu mesmo." pois, erguendo os olhos,
pude notar, apesar da penumbra, que a planície se transformara em colinas ... se
assim podemos chamar morros tão feiosos; de onde surgiram... resolva o leitor!
como sair dali era outro dilema. "agrada-me a pesada prata do meu rústico
pai, sem o nome do artífice, e uma mesa não tão vistosa pela variedade de
cores, nem famosa na cidade pelas suas sucessões de donos elegantes, mas, que
posta em uso, não desperte a volúpia de nenhum dos convidados nem lhes acenda a
inveja." pareceu-me, então, reconhecer algo que ocorreu comigo, deus sabe
como ... talvez num pesadelo. veio, pois, o fim da jornada. eu já desistia,
quando ouvi um estalo, como uma tranca: eu já estava dentro do covil!

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